Monthly Archives: Junho 2014

Simplesmente Gatos…. Uma lição de sabedoria – Arthur da Távola

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"Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso…nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.

Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu.

Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado?

Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula.

Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio e espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.

Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.

Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência.

Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta.

Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo ( quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio.Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.

Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

(Arthur da Távola)

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Artista leva memes de gato a um novo patamar ao inserir seu bichano em pinturas famosas

Simplesmente divino o trabalho da artista russa Svetlana Petrova, não são apenas engraçadinhos e fofos, suas obras fazem sucesso na internet.

Levando os memes a um novo patamar, a artista Svetlana decidiu colocar seu gato, Zarathrusta, dentro de algumas das mais famosas pinturas do mundo. E não é que a Mona Lisa fica ótima acompanhada do bichano?

O projeto, intitulado Fat Cat Art, traz obras de grandes pintores, como Michelangelo, Botticelli, Manet e Delacroix. A brincadeira teve início em 2008, quando a mãe de Svetlana e dona de Zarathrusta faleceu, deixando o gato para a artista cuidar. Calmo e brincalhão, o bichano adora posar para as fotos e faz um ótimo trabalho “incorporando” personagens antigos.

Svetlana Petrova utiliza não só meios de edição digital para criar as montagens, mas também recria diversas delas usando tinta a óleo. Com tanta criatividade da artista e carisma do gato, as obras do Fat Cat art conquistaram a internet e foram parar inclusive em museus.

Veja algumas delas:

Olympia – Edouard Manet

Fat Cat Art

A criação de Adão – Michelangelo

Fat Cat Art

Retrato de Cecilia Gallerani – Leonardo da Vinci

Fat Cat Art

Mona Lisa – Leonardo da Vinci

Fat Cat Art

O nascimento de Vênus – Sandro Botticelli

Fat Cat Art

Vênus – Lucas Cranach the Elden

Fat Cat Art

A Grande Onda de Kanagawa – Katsushika Hokusai

Fat Cat Art

A Liberdade Guiando o Povo- Eugene Delacroix

Fat Cat Art

O Grito – Edvard Munch

Fat Cat Art

American Gothic – Grant Wood

Fat Cat Art

A persistência da memória – Salvador Dalí

Fat Cat Art

Simplesmente divino

=)

Fonte: http://www.hypeness.com.br / Todas as fotos © Svetlana Petrova

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Gato cruza rodovias para voltar a sua antiga casa

Gato percorre 20km e cruza rodovias para voltar para casa nos EUA

Criado em Sábado, 21 Junho 2014 08:00

Um gato não gostou da vizinhança para onde seus donos se mudaram e resolveu voltar para casa. George tem 2 anos e percorreu cerca de 20 quilômetros, atravessou três rodovias e passou por vizinhanças infestadas de coiotes para chegar até a antiga casa em Portland (Oregon, EUA).

De acordo com o site “Huffington Post”, George escapou pela garagem de casa no dia em que a família se mudou para um outro ponto da cidade. A dona do gato, Amy Campion, disse ao jornal “The Oregonian” que nem mesmo a empresa que controla um microchip instalado no animal pôde localizar o bichano.

Foi quando Amy teve a ideia de avisar ao dono da casa onde ela morava e a alguns antigos vizinhos sobre o desaparecimento do gato, caso ele aparecesse pela vizinhança.

Para a surpresa da americana, no início desta semana, os novos moradores da casa ligaram para ela e avisaram que George fora visto circulando no quintal. A mulher foi até a antiga residência e mal pôde acreditar no que vira.

Ele estava magro, mas parecia perfeitamente bem. Foi inacreditável reencontrá-lo”, afirmou.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

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Mãe gata enfrenta chamas cinco vezes pra salvar filhotes de incêndio

Amor que a cada dia nos ensina…

A gata Scarlett vivia com seus cinco filhotes numa garagem abandonada em Brooklyn, frequentada por viciados em crack, quando um incêndio começou por causas indeterminadas. Os bombeiros responderam ao chamado e rapidamente apagaram o fogo. Quando o problema foi controlado, um dos bombeiros, David Gianelli, notou a gata carregando seus filhotes para longe da garagem, um por um.

Scarlet ficou severamente queimada, cega e com suas orelhas e patas queimadas, mas mesmo assim se certificou que seus filhotes estavam todos a salvo, os tocando, antes de desmaiar. Todos os filhotes, menos um, sobreviveram.

A mãe recuperou a visão depois de uma cirurgia.

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