Monthly Archives: Dezembro 2011

Pare de comparar: Gato não é Cão


Especialista esclarece os sinais que demonstram a afetuosidade dos gatos, pois eles são tão carinhosos quanto os cães

Muitas pessoas ainda insistem, de forma equivocada, em comparar o temperamento de gatos e cães. Nessa “disputa” desleal, os felinos muitas vezes “perdem” e acabam sendo apontados como individualistas, traiçoeiros e insensíveis.

Essa visão distorcida é resultado da interpretação errada dos sinais e das demonstrações de afetuosidade dos gatos, conforme esclarece a Dra.

dra elaine pessuto petrede Pare de comparar: Gato não é CãoElaine Pessuto, médica veterinária e diretora do CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária. “Infelizmente quem nunca teve gatos tem esse hábito, ao comparar a pessoa acaba caindo no erro de achar que gatos são insensíveis ou até mesmo traiçoeiros, pois não conseguem perceber as demonstrações de incômodo ou mesmo de felicidade desses animais”, salienta a médica.

Todas as pessoas, mesmo as que não convivem com cães, sabem identificar quando os cães estão felizes: eles abanam o rabo. Mas como sabemos quando os gatos estão felizes? Esse desconhecimento faz com que os felinos sejam incompreendidos.

“Os gatos expressam satisfação através de um barulho semelhante a um ronco leve, esse movimento chega até a vibrar sua garganta e tórax, levando as pessoas leigas a acreditarem que ele possa estar doente, com asma ou pneumonia. Esse movimento é chamado ronronar”, esclarece a Dra. Elaine.

Ainda de acordo com a especialista, outra forma do felino demonstrar sua felicidade com alguma coisa ou pessoa é se esfregar ou mesmo “amassar pão”, movimento constante feito com as patinhas. “Eles fazem isso, pois possuem glândulas na região da boca e da mão; essas glândulas deixam uma secreção nos objetos e nas pessoas que eles gostam, um sinal de dizer que ‘isso’ é adorado por eles e conseqüentemente deles”, explica.

Outra peculiaridade é a forma como sinalizam sua insatisfação com determinada situação. “Ele pode demonstrar insatisfação movimentando suas orelhas para trás, elas são verdadeiros termômetros de humor, quanto mais para trás maior é a insatisfação. Outra forma de mostrar chateação é através da cauda, com um movimento ritmado como se ele orquestrasse, e a velocidade desse movimento pode ficar cada vez rápida se o que o incomoda persistir”, destaca.

Segundo a médica veterinária os gatos são extremamente participativos e comunicativos, além de serem sociáveis com pessoas e outros animais.

Assim como os cães, eles também precisam de atenção e carinho. “Tudo depende de como eles são criados. Devemos manter o vínculo de carinho e proteção. Nada de deixar os gatos saírem e não alimentá-los; pires de leite de vez em quando não é dieta balanceada para gatos, fora a necessidade de castração e de manter o animal sem sair. Carinho e alimento irão manter qualquer animal bem feliz junto ao seu dono”, orienta Dra. Elaine Pessuto.

Embora carinhosos, os gatos são animais que conseguem manter uma certa independência, o que a maioria dos cães não consegue. Os gatos, quando ligados emocionalmente, encaram seus proprietários como ‘pais’.

E para aquelas pessoas, que por desconhecimento, ainda insistem em dizer que os gatos não gostam de carinho, a médica veterinária reforça: “O gato adora carinho e também sabe dar carinho, a maneira como eles fazem é que é diferente. Quando eles esfregam o focinho e o rosto nas pessoas eles estão esfregando suas glândulas oronasais e molares e eles só fazem isso em pessoas ou objetos que eles adoram. Isso para os gatos é carinho”.

Fonte:
Dra. Elaine Pessuto, médica veterinária e diretora do CETAC – Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária
CRMV 20060
Tel.: (11) 2305-8666
www.cetacvet.com.br
http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/pare-de-comparar-gato-nao-e-cao/
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Entenda seu gato

entenda seu gato

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O menu de cada dia

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Quem tem mais de um gato deve deixar uma certa distância entre os potes. A proporção indicada é de um pote e meio para cada bichano.

Ração de boa qualidade, comidas pastosas, porções de carne vermelha, frango ou peixe, além de água em abundância formam o cardápio perfeito para os gatos, na medida certa, é claro. Os bichanos têm um sistema digestivo bastante particular e sua natureza o tornam um grande consumidor de energia. Dessa forma, o dono deve cuidar para que as refeições favoreçam a saúde e o bem-estar do animal, o que inclui detalhes como a localização e o tipo de pote, e a frequência e o tipo de petiscos oferecidos.

Dez a vinte refeições por dia. Essa é a rotina ideal dos gatos, cujo processo digestivo é rápido, fazendo com que seu estômago esteja vazio em apenas quatro horas. “A comida deve estar disponível durante todo o dia e, de preferência, ser uma boa fonte proteica, como as rações super premium. Estas proporcionam melhor e maior absorção de nutrientes do que as premium e colaboram para o controle de ph urinário, evitando a formação de cálculo”, explica a veterinária com especialidade em cirurgia de felinos, Priscila Viveiros Mesiano Beck.

Estratégias simples também fazem a diferença na vida dos gatos. A especialista recomenda colocar os potes em locais altos como mesa ou bancada para obrigá-los a se exercitar e evitar que outros bichos tenham acesso ao alimento. O lugar também deve ser agradável para o bichano, ou seja, tranquilo e longe de barulhos, ainda que estes sejam típicos da rotina da casa, como o da máquina de lavar. “Vale ressaltar que a dica dos locais altos não é indicada para animais idosos ou com problemas articulares”, ressalta a especialista.

A preferência dos animais é por potes rasos e de boca mais larga, semelhantes a pratos, para não esbarrar os bigodes. O mesmo vale para a água, porém, satisfação de verdade é quando eles podem beber água corrente. “Isso porque os gatos em sua vida selvagem bebiam água em rios e cachoeiras”, esclarece Priscila. Dessa forma, as fontes, sejam específicas para gato ou ornamentais, são a melhor opção. “Com isso o dono fará seu animal muito feliz”, garante a veterinária, lembrando que a ingestão de água deve ser bastante estimulada, pois evita problemas de obstrução urinária.

A ração pastosa ou úmida de boa qualidade também é uma boa alternativa para os gatos com menos tendência a ingerir água. Este tipo de comida agrada ainda os bichanos com paladar mais exigente e pode ser oferecido como gratificação ou diariamente, desde que não substitua a ração em grão. Petiscos com alto teor de fibra são igualmente recomendados porque protegem contra as bolas de pelo que podem causar graves problemas à saúde. Eles também eliminam e evitam a formação de placas de tártaro. Mas Priscila alerta: “atenção ao exagero! Os gatos obesos correm muito mais risco de desenvolver diabetes”.

Como são, por natureza, caçadores e carnívoros, a oferta de carnes é importante e pode ser administrada de uma a duas vezes por semana. “O bichano pode e deve comer, além da ração em grão e úmida, carne vermelha, peixe, seja in natura ou atum em água, e frango”, afirma a profissional. Ela acrescenta que um roedor tem apenas 30 calorias e dentre 15 tentativas de caça, somente uma é bem-sucedida. Para suprir sua necessidade nutricional, ele teria que fazer aproximadamente 100 tentativas por dia. Haja energia!

FERNANDA SOARESRedação Tribunahttp://www.e-tribuna.com.br/2012/index.php?option=com_content&view=article&id=26329&catid=42

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Um quarto só para gatos

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Quem tem um gato em casa sabe o quanto eles adoram escalar móveis quando estão bem acordados ou ficar em tocas bem escondidinhos nas sonecas diárias. Já existem milhares de opções – fora do Brasil, é claro, porque aqui os produtos para felinos ainda são poucos – de casinhas e módulos feitos especialmente para eles, mas como esse projeto da Catswall,o bicharada inda não vinha visto nenhum.

A empresa desenvolveu uma parede genial com módulos variados para os momentos de diversão e de descanso dos gatinhos. O projeto é composto por caixas, prateleiras e escadinhas, tudo com um design superbacana e cantos arredondados para proteção dos bichanos. Além disso, algumas peças são forradas com tapete do jeitinho que o felino gosta.

O sistema é bem fácil de instalar. É só prender as placas de alumínio na parede e sair conectando os acessórios. Você ainda pode personalizar o “quarto dos felinos” usando adesivos coloridos nas peças ou na base do projeto.

Infelizmente a Catswall está à venda somente em Taiwan. A boa notícia é que a empresa já se prepara para distribuir internacionalmente em 2012. Será que alguém pode ter a brilhante ideia de vender essa maravilha por aqui?

FONTE: BICHARADA

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Como ensinar um gato a usar peitoral e guia!


Tradução: Ana Corina. Fonte: ASPCAAcho que este é daqueles posts muiiito úteis e fundamentais para ajudar os bichanos e seus humanos de estimação a ter uma vida melhor e mais rica! Ensinar seu gato a passear na guia é uma ótima maneira de fazer com que ele aproveite a vida fora de casa de maneira segura.
Excursões fora da segurança da vida indoors podem ajudar a reduzir obesidade e problemas de comportamento relacionados ao tédio que muitos gatos que não são mental e fisicamente exercitados e estimulados desenvolvem. Este tipo de treino também pode ser muito útil em idas ao veterinário ou qualquer outro tipo de passeio/viagem. Antes de começar a ensinar seu bichano a passear na guia certifique-se de que ele está protegido com as vacinas fundamentais.

Como treinar seu gato para usar peitoral e a andar na coleira

A maioria dos gatos pode ser treinado para passear na guia. Filhotes são naturalmente mais predispostos a aceitar a nova experiência, mas gatos mais velhos podem ser treinados se você tiver paciência. Proceda e avance no treinamento com pequenos avanços, recompensando cada mínimo progresso. Comece a treinar o uso da peitoral dentro de casa e só quando seu bichano estiver totalmente confortável com ela aventure-se com ele na rua.

  • Compre uma peitoral específica para gatos. A parte onde a guia é presa deve estar localizada nas costas da peitoral (e do gato), não no pescoço.
  • Deixe a peitoral e a guia próximas à comida ou local favorito de descanso do seu gato por vários dias. Ele se acostumará a ver os objetos e os associará a momentos de prazer (alimentação/descanso).
  • Segure a peitoral e deixe que seu gato a cheire enquanto oferece petiscos a ele. Depois, coloque a peitoral em redor do pescoço do gato (sem vesti-la totalmente) e o recompense com carinho e petisco. Enquanto ele estiver cheirando o petisco na sua mão, remova a peitor e deixe que ele coma o petisco.
  • Enquanto isso, se seu gato é daqueles que não gosta muito de ser manipulado/contido, comece a acostumá-lo com o ritual de colocar/tirar a peitoral. (PULE este passo se seu gato já aceita que você coloque a peitoral nele ou se gosta de ser manipulado, abraçado.) Com o brinquedo ou o petisco favorito do seu gato por perto de vocês, segure o bichano com firmeza, mas gentilmente, por alguns segundos. O elogie enquanto o segura, depois mostre o petisco ou brinquedo e o solte para comer/brincar. Repita este exercício várias vezes por alguns dias, sempre oferecendo um petisco ou brinco após manipular o gato e aumentando um pouco mais o tempo em que ele fica seguro no seu colo a cada vez. Pratique mexer nas pernas e nas patas também, sempre o recompensando por aceitar este novo comportamento da sua parte.
  • Vista a peitoral no seu gato de maneira apropriada a sair para passear enquanto o deixa comer ou cheirar um petisco e depois remova a peitoral imediatamente. Continue fazendo isto até que ele não ofereça mais nenhuma resistência à peitoral e sua colocação/retirada, sempre o distraindo com petiscos.
  • Coloque a peitoral em seu bichano, mas sem a guia, e imediatamente o distraia com petiscos ou brinquedos irresistíveis. Ajuste a peitoral (que pode estar frouxa ou apertada demais) de maneira a caber 2 dedos (mas não 3 ou 4) seus entre ela e o corpo do gatinho. Deixe a peitoral nele por 2 minutos e a remova antes que o interesse do gato pelas recompensas comece a diminuir. Repita este treinamento por vários dias. Se seu gato estiver relaxado, vá aumentando gradualmente o tempo em que ele permanece com a peitora. Se ele se irritar, o distraia com petiscos e só então (quando ele tiver esquecido do incômodo), retire a peitoral. Tente novamente mais tarde com uma recompensa mais irresistível e retire a peitoral mais rápido, antes que o gato tenha chance de ficar irritado com ela.
  • Agora que a peitoral e seu gato viraram melhores amigos, chegou a hora de adicionar a guia no treinamento. Coloque-o gato em um cômodo onde haja poucas oportunidades da guia ficar presa enquanto ele se movimenta a arrastando pelo chão e se movimentando por todos os lados. Coloque a peitoral e depois a guia, deixando o gato arrastá-la livremente. Distraia o bichano com brincadeiras ou comida. Repita este passo várias vezes. Sempre certifique-se de que a guia não fique presa em nada que possa assustar o peludo.
  • Quando seu gato estiver relaxado e confortável em arrastar a guia, a segure gentilmente (sem puxá-la!!!) enquanto ele passeia pela casa. Deixe que ele vá onde quiser e mantenha a guia bem solta enquanto você o segue. Conforme ele explora os ambiente, o elogie e o recompense eventualmente com petiscos bastante apetitosos. Pratique esta “caminhada” dentro de casa por alguns dias.
  • Neste ponto talvez você já queira passar a ir pra rua com seu gato “encoleirado”, o que pode ser feito se ele estiver AMANDO cada parte da novidade. Mas você também pode treinar direcionar seu gato na guia dentro de casa por alguns dias ao invés de ir para a rua seguindo-o como tem feito dentro de casa. Isso porque guiar seu gato durante o passeio será uma realidade. Algumas dicas para encorajar o bichano a caminhar com você:
  • Usando uma voz doce e calma, encoraje seu gato a seguir você.
  • Deixe cair um petisco e, enquanto ele o come, posicione-se na outra extremidade da guia. Quando ele caminhar até você (querendo mais comida!), o elogie e recompense com outro petisco. Repita, repita, repita!
  • Aplique uma pressão constante, mas gentil na guia se seu gato tentar ir na direção contrária. NÃO dê um puxão na guia, apenas a segure e espere pacientemente. Quando seu gato finalmente der alguns passos em sua direção ele será recompensado pela sensação da guia afrouxando e exercendo menos tensão, e você ainda pode complementar com mais um petisco.
  • Chegou a hora de ir pra rua! A maioria dos gatos que não tem vida outdoors fica nervosa e assustada na rua. Então escolha um ambiente calmo e abrigado (como uma garagem) para sentar com seu gato na guia. Ele começará a explorar tudo conforme ficar confortável. Da mesma maneira que você fazia quando treinavam dentro de casa, comece seguindo seu gato enquanto ele pesquisa tudo e permita-se segui-lo mais e mais conforme ele relaxa e prossegue.

Dicas adicionais:

  • Seu gato NÃO vai incomodá-lo diariamente se você o levar para passear se você sempre sair com ele em um certo horário, então tente organizar uma rotina de passeios.
  • SEMPRE coloque a peitoral longe da porta de casa e carregue o gato no colo até a rua. NUNCA deixe que ele saia sozinho, ou ele pode vir a tentar fugir pra rua sem a peitoral.
  • NUNCA coloque a peitoral quando seu gato estiver chorando, miando e implorando sua atenção. Ignore-o até que fique calmo e então recompense o bom comportamento com um bom passeio.
  • NÃO amarre a guia do seu gato em algo durante o passeio, deixando-o sozinho, mesmo que você planeje se ausentar por um minutinho ou dois. Seu gato pode se enrolar na guia e se machucar, ou não poderá fugir se um cão ou outro animal que possa ser uma ameaça (inclusive o homem) se aproximar. Na verdade o bom é NUNCA deixar seu gato sozinho fora de casa, na guia ou não!

Tradução: Ana Corina. Fonte: ASPCAEste artigo pertence ao Mãe de Cachorro Também é Mãe.

Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.
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Vida de Gato

Quanto tempo vive um gato?

O desenvolvimento da medicina veterinária e de rações animais de alta qualidade em muito contribuem para aumentar a expectativa de vida dos felinos. Devido aos cuidados dos donos responsáveis, os gatos domésticos vivem muito mais que os de rua que, muitas vezes morrem vitimas de brigas, atropelamento, envenenamento, viroses, etc…

A vacinação em dia evita também uma série de patologias que podem contribuir para a morte precoce do animal.

Segundo estudos recentes, os gatos criados em casa e de forma cuidadosa, chegam a alcançar de 12 a 15 anos de idade e os de rua vivem, em média, de 6 a 8 anos.

A predisposição genética também é um fator que influencia a longevidade. Alguns podem desenvolver doenças renais, cardíacas, diabetes, câncer, dentre outros.

Os donos devem estar atentos para os primeiros sinais de envelhecimento dos seus amiguinhos felinos. As consultas periódicas ao veterinário são muito importantes e são a única forma de detectar sinais e sintomas importantes.

Alterações que podem vir a ocorrer:

  • Necessidade calórica cai em 30% podendo levar à obesidade se não controlada a alimentação.
  • Diminui a resistência imunológica;
  • Perda de massa muscular, óssea e cartilaginosa;
  • Artrite;
  • problema dentário – acúmulo de tártaro;
  • Incontinência urinária nos machos aumenta;
  • testículos diminuem;
  • Fibrose mamária nas fêmeas;
  • Pulmão absorve menos oxigênio (fibrose);
  • Disfunção cognitiva (demência senil) – Não reconhece pessoas e lugares, urina em lugares inadequados;
  • Alterações no sistema nervoso (olfato, paladar, visão, e audição) alterados;
  • Problemas com o sono.

Leve o seu gatinho para exames de rotina, não deixe de vaciná-lo, alimente-o bem e não se esqueça de que o carinho e a atenção o fazem mais feliz. Vida longa e feliz aos felinos !

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O Homem e o Gato

‎” O Homem estava muito triste. Sabia que os dias do Gato estavam contados. O médico havia dito que não havia mais nada a fazer, que ele deveria levar o Gato para casa, e deixá-lo o mais confortável possível.

O Homem acariciou o Gato em seu colo e suspirou. O Gato abriu os olhos, ronronou e olhou para o Homem. Uma lágrima escorreu pela face do Homem e caiu na testa do Gato. O Gato lhe lançou um olhar ligeiramente irritado.

“Por que você está chorando, Homem?”, perguntou. “Porque não suporta a idéia de me perder? Porque acha que nunca vai poder me substituir?”

O Homem fez que sim com a cabeça.

“E para onde acha que eu irei quando deixar você?”, o Gato perguntou.

O Homem deu de ombros, sem saber o que dizer.

“Feche os olhos, Homem”, disse o Gato. O Homem o olhou sem entender bem, mas obedeceu.

“De que cor são meus olhos, meu pêlo?”, o Gato perguntou.

“Os olhos são dourados e o pêlo é marrom, um marrom intenso e vivo”, o Homem respondeu.

“E em que parte do corpo tenho pêlos mais escuros?”, o Gato perguntou.

“Nas costas, no rabo, nas pernas, no nariz e nas orelhas”, disse o Homem.

“E em que lugares você mais costuma me ver?”, perguntou o Gato.

“Eu vejo você… no parapeito da janela da cozinha, observando os passarinhos… na minha cadeira preferida… na escrivaninha, deitado em cima dos papéis de que eu preciso… no travesseiro ao meu lado, à noite”.

O Gato assentiu.

“Você consegue me ver em todos esses lugares agora, mesmo de olhos fechados?”, perguntou.

“Claro. Vi você neles por muitos anos”, o Homem disse.

“Então, sempre que você quiser me ver tudo o que precisa fazer é fechar os olhos”, disse o Gato.

“Mas você não vai estar lá de verdade”, respondeu o Homem com tristeza.

“Ah, é mesmo?”, disse o gato. “Pegue aquele barbante do chão – ali, meu ‘brinquedo'”.

O Homem abriu os olhos, esticou o braço e pegou o barbante. Tinha uns 60 centímetros e o Gato conseguia se divertir com ele por horas e horas.

“De que ele é feito?”, o Gato perguntou.

“Parece que é de algodão”, o Homem disse.

“Que vem de uma planta?”, perguntou o Gato.

“Sim,” disse o Homem.

“De uma só planta ou de muitas?”

“De muitos algodoeiros,” o Homem respondeu.

“E seria possível que outras plantas e flores nascessem no mesmo solo do algodoeiro? Uma rosa poderia nascer ao lado do algodão, não?”, perguntou o Gato.

“Sim, acho que seria possível”, disse o Homem.

“E todas as plantas se alimentariam do mesmo solo e da mesma chuva, não é?”, o Gato perguntou.

“Sim”, disse o Homem.

“Então, todas as plantas, a rosa e o algodão, seriam muito parecidas por dentro, mesmo aparentando ser muito diferentes por fora”, disse o Gato.

O Homem concordou com a cabeça, mas não conseguia entender o que aquilo tinha a ver com a situação.

“E então, aquele barbante”, disse o Gato, “é o único barbante do mundo feito de algodão?”.

“Não, claro que não”, disse o Homem, “foi tirado de um rolo de barbante”.

“E você sabe onde estão todos os outros pedaços de barbante, e todos os outros rolos?”, perguntou o Gato.

“Não, não sei… seria impossível saber”, disse o Homem.

“Mas mesmo sem saber onde estão você acredita que eles existem. E mesmo que alguns pedaços de barbante estejam com você, e outros estejam em outros lugares… mesmo que alguns sejam curtos e outros sejam compridos, e mesmo que seu rolo de barbante não seja o único no mundo… você concorda que há uma relação entre todos os barbantes?”, o Gato perguntou.

“Nunca tinha pensado nisso, mas acho que sim, há uma relação”, o Homem disse.

“O que aconteceria se um pedaço de barbante caísse no chão?”, perguntou o Gato.

“Bom… ele ia acabar enterrado, e se decompondo na terra”, o Homem disse.

“Sei”, disse o Gato. “E talvez nascesse mais algodão naquele lugar, ou uma rosa”.

“Pode ser”, concordou o Homem.

“Quer dizer que a rosa no parapeito da janela pode ter alguma relação com o barbante na sua mão, e também com todos os barbantes que você nunca viu”, disse o Gato.

O Homem franziu a testa, pensando.

“Agora pegue uma ponta do barbante em cada mão”, instruiu o Gato.

O Homem fez o que foi pedido.

“A ponta na mão esquerda é o meu nascimento, e a na mão direita é minha morte. Agora junte as duas pontas”, disse o Gato.

O Homem obedeceu.

“Você formou um círculo contínuo”, disse o Gato. “Alguma parte do barbante parece diferente melhor ou pior que qualquer outra parte dele?”

O Homem examinou o barbante e então fez que não com a cabeça.

“O espaço dentro do círculo parece diferente do espaço fora dele?”, o Gato perguntou.

De novo, o Homem fez que não com a cabeça, mas ainda não sabia se estava entendendo onde o Gato queria chegar.

“Feche os olhos de novo”, disse o Gato. “Agora lamba a mão”.

O Homem arregalou os olhos, surpreso.

“Faça o que eu digo”, disse o Gato. “Lamba a mão, pense em mim em todos os meus lugares costumeiros, pense em todos os pedaços de barbante, pense no algodão e na rosa, pense em como o interior do círculo não é diferente do exterior”.

O Homem se sentiu bobo, lambendo a mão, mas obedeceu. Ele descobriu o que um gato deve saber que lamber uma pata é muito relaxante, e ajuda a pensar mais claramente. Continuou a lamber, e os cantos da boca começaram a esboçar o primeiro sorriso que ele dava em muitos dias. Esperou que o Gato lhe mandasse parar, mas, como este não mandou, abriu os olhos. Os olhos do Gato estavam fechados. O Homem acariciou o pêlo marrom, quente, mas o Gato havia morrido.

O Homem cerrou os olhos com força e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

Viu o Gato no parapeito da janela, na cama, deitado em cima dos papéis importantes. Ele o viu no travesseiro ao seu lado, viu os olhos dourados brilhantes, e o marrom mais escuro no nariz e nas orelhas. Abriu os olhos e, por entre as lágrimas, olhou para a rosa que crescia em um vaso na janela, e depois para o barbante que ainda segurava apertado na mão.

Um dia, não muito depois, tinha um novo Gato no colo. Era uma linda gata malhada… Tão diferente do seu querido Gato anterior, mas, ao mesmo tempo, tão parecida”

(Fonte: PETFELIZ)

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Doença periodontal é comum em gatos

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Os gatos raramente se deixam manipular pelos donos, por isso, a atenção deve ser ainda maior e as consultas ao veterinário são indispensáveis. / Divulgação

Não basta serem afiados, é preciso que os dentes dos gatos estejam também saudáveis e, para isso, higiene e cuidados são essenciais. Alimentação, limpeza e visitas periódicas ao dentista veterinário devem fazer parte da rotina do bichano que, por na maioria das vezes não permitir a escovação, acaba ficando vulnerável às doenças periodontais. Estas podem evoluir e resultar em outros problemas graves, como a gengivite plasmocítica e a lesão de reabsorção odontoclástica dos felinos.

“Cerca de 80% da população de gatos possui doença periodontal, em algum grau, dos casos mais simples aos mais graves”, afirma o veterinário com especialidade em odontologia, Maurício Londres Mossé. Ele explica ainda que “a doença pode levar a perda dos dentes, além de oferecer outros riscos à saúde dos gatos. Animais com o problema em fase avançada podem apresentar rinites, com muito corrimento nasal purulento e até conjuntivites, também com bastante corrimento ocular”.

É o acúmulo da placa bacteriana que leva à formação do cálculo dentário, popularmente chamado de tártaro. Dessa forma, o dono deve tomar medidas com o objetivo de evitar este acúmulo e uma das principais é oferecer uma alimentação adequada. A ração deve ser seca e de qualidade, e os donos devem ficar atentos a qualquer sinal de lesão, procurando o especialista sempre que necessário. O especialista acrescenta que rações terapêuticas também podem ser recomendadas como forma de prevenção.

Além de todos estes cuidados, as visitas periódicas ao veterinário são indispensáveis para a detecção e tratamento precoce de doenças, e também para uma limpeza adequada, já que os gatos são extremamente resistentes às tentativas de escovação e manipulação da boca. “Isso torna um pouco limitante os procedimentos profiláticos em casa. Outra orientação importante é quanto à comida de panela, que é contraindicada tanto do ponto de vista nutricional, quanto da saúde bucal”, alerta Maurício.

Segundo o dentista veterinário, duas doenças importantes estão relacionadas à doença periodontal, apesar do motivo para isso ainda não ter sido elucidado. Uma é o complexo gengivite estomatite faringite, também conhecido como gengivite plasmocítica dos felinos. Os principais sintomas são forte halitose, salivação, dificuldade para se alimentar, perda de peso e desidratação. O animal sente muita dor na boca, devido à presença de gengivite severa e úlceras nas gengivas e nas mucosas. “Há grande incidência desta doença em gatos positivos para Felv (leucemia viral felina), Fiv (Imune insuficiência viral felina) e calicevirose”, lembra o especialista. Ele revela que o tratamento é difícil, porém, possível.

A outra é a lesão de reabsorção odontoclástica dos felinos que é semelhante a uma cárie, podendo estar coberta por uma hiperplasia (aumento no número de células) no local da gengiva. O veterinário afirma que um sintoma clássico é o gato, ao tentar comer, gritar e sair correndo, já que o problema causa muita dor durante a alimentação. “A doença já foi relacionada, por alguns autores, ao cálcio-fósforo na dieta e à quantidade de vitamina D, porém, sem comprovação científica”, conta Maurício. O único tratamento eficiente para as lesões é a extração dos dentes afetados.

FERNANDA SOARES
Redação Tribunahttp://www.e-tribuna.com.br/2012/index.php?option=com_content&view=article&id=24334&catid=42

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Para entender os gatos

“Como qualquer um que passou muito tempo com os gatos já sabem, os gatos têm uma enorme paciência com as limitações da mente humana”

(Clevelant Amory)

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